O ecossistema de computação premium acaba de sofrer o golpe mais duro do ano. A Apple tirou sua loja oficial do ar na manhã desta quinta-feira (25) e retornou com um reajuste de preços massivo e sem precedentes para suas linhas de MacBooks, Macs desktop e iPads.
A disparada nos valores é global e decorre da chamada "Crise da RAM", uma escassez histórica de componentes agravada pela altíssima demanda de chips de memória e SSDs voltados para centros de dados de Inteligência Artificial. Com a nova tabela norte-americana em vigor, os impostos e a conversão cambial amplificaram o impacto no Brasil, trazendo acréscimos que superam a marca dos US$ 700 (R$ 5.700) em determinados modelos.
O Impacto nos Preços: Antes e Depois
Diferente de anos anteriores, os aumentos não pouparam os modelos de entrada, afetando diretamente estudantes e profissionais que buscam os aparelhos mais acessíveis da marca. Confira como ficaram os valores das principais linhas:
Linha MacBook
-
MacBook Neo (Configuração Inicial - 256 GB): Saltou de US$ 799 (R$ 7.299) para US$ 999 (R$ 8.499) (Aumento de US$ 200 / R$ 1.200)
-
MacBook Neo (Versão com Touch ID - 512 GB): Saltou de US$ 999 (R$ 8.499) para US$ 1,199 (R$ 9.699) (Aumento de US$ 200 / R$ 1.200)
-
MacBook Air de 13" (Chip M5 - 512 GB): Saltou de US$ 1,299 (R$ 13.999) para US$ 1,499 (R$ 15.999) (Aumento de US$ 200 / R$ 2.000)
-
MacBook Pro de 14" (Chip M5 - 1 TB): Saltou de US$ 1,599 (R$ 20.999) para US$ 1,999 (R$ 24.999) (Aumento expressivo de US$ 400 / R$ 4.000)
Linha iPad e Outros Dispositivos
-
iPad Padrão (A16 - 128 GB Wi-Fi): Saltou de US$ 349 (R$ 4.499) para US$ 499 (R$ 5.999) (Aumento de US$ 150 / R$ 1.500)
-
iPad Air de 11" (128 GB Wi-Fi): Saltou de US$ 599 (R$ 7.499) para US$ 799 (R$ 9.999) (Aumento de US$ 200 / R$ 2.500)
-
iPad Pro de 11" (M5 - 256 GB Wi-Fi): Saltou de US$ 999 (R$ 12.499) para US$ 1,299 (R$ 16.999) (Aumento de US$ 300 / R$ 4.500)
-
Mac Studio (M4 Max - 36 GB de RAM): Saltou de US$ 1,999 (R$ 25.999) para US$ 2,499 (R$ 30.999) (Aumento de US$ 500 / R$ 5.000)
A alta máxima registrada ficou com as versões topo de linha do iPad Pro de 2 TB, cujos preços subiram salgados US$ 700 (R$ 5.700), rompendo barreiras históricas de preço para a categoria de tablets.
Por que a memória ficou tão cara?
Em declarações obtidas pela agência Bloomberg, o CEO da Apple, Tim Cook, já vinha alertando que a escalada de preços dos componentes impulsionada pela IA tornaria os reajustes inevitáveis. O crescimento exponencial das infraestruturas de Inteligência Artificial generativa gerou uma competição agressiva pelos mesmos semicondutores de memória unificada de alta velocidade que alimentam os chips das linhas M e A da Apple.
Um porta-voz da empresa emitiu um pedido de desculpas público à imprensa internacional: "Sabemos que esta não é uma notícia bem-vinda e estamos trabalhando incansavelmente para encontrar soluções. Protegemos nossos clientes desses aumentos até onde foi possível, mas chegamos a um ponto em que precisamos repassar os custos".
Dispositivos focados em outras cadeias de produção, como o iPhone, Apple Watch e AirPods, não sofreram alterações em suas tabelas de preço nesta quinta-feira — embora analistas de mercado apontem que a linha iPhone 18 mude de patamar de preço em setembro caso a crise dos componentes não dê trégua.
Comentários
Leitores acompanham e expandem a conversa.
Nenhum comentário publicado até o momento.
Ainda não há comentários publicados neste artigo.
Entre para deixar sua opinião neste artigo.
Faça login ou crie sua conta em segundos para participar da conversa.