O Figma anunciou nesta quarta-feira (22) a expansão de sua presença no país com a abertura de um novo escritório em São Paulo e o lançamento da hospedagem local de dados. Com a mudança, clientes do plano corporativo poderão manter seus arquivos armazenados em servidores nacionais, garantindo maior controle sobre a localização das informações sem prejudicar a velocidade da plataforma.

A iniciativa atende a critérios rígidos de privacidade, segurança e governança de dados exigidos pelo mercado nacional. Com a novidade, o Brasil passa a fazer parte do grupo de regiões com infraestrutura descentralizada da empresa, ao lado da União Europeia, Austrália e Índia.

A opção de manter os dados armazenados em território nacional é voltada principalmente para grandes corporações, com destaque para os setores financeiro e de tecnologia. Essas organizações frequentemente precisam cumprir requisitos regulatórios específicos sobre o local de armazenamento de suas informações.

Segundo Débora Mioranzza, diretora do Figma para a América Latina, o país conta com uma das comunidades de design e tecnologia mais dinâmicas do mundo, e a expansão em São Paulo reforça o compromisso da empresa com o mercado local. Atualmente, a carteira de clientes do Figma no Brasil inclui nomes como Itaú Unibanco, iFood, Mercado Livre, Nubank, Sicredi e BTG Pactual.

  • Requisitos de governança: Atendimento a normas locais de armazenamento para o setor corporativo.
  • Infraestrutura descentralizada: Maior controle de localização de arquivos mantendo a performance da ferramenta.
  • Regionalização contínua: Medida dá sequência à tradução da plataforma para o português do Brasil realizada em maio de 2025.

O investimento em infraestrutura acompanha o crescimento expressivo do uso da ferramenta no país. Dados da própria empresa apontam que, no primeiro trimestre de 2026, o Brasil figurou entre os cinco maiores mercados globais do Figma em número de usuários ativos semanais.

Nos 12 meses anteriores, usuários brasileiros criaram cerca de 14 milhões de arquivos na plataforma. O alcance da ferramenta também cresceu entre as grandes corporações: metade das empresas listadas no Ibovespa utiliza o software, em comparação aos 35% registrados em meados de 2025.

A movimentação reforça a posição do Figma no mercado nacional frente às soluções da rival Adobe. A dona do Photoshop chegou a tentar comprar a startup por US$ 20 bilhões em 2022, mas desistiu do negócio após entraves com órgãos reguladores do Reino Unido. Atualmente, a plataforma também foca no avanço de recursos de IA generativa para criação de layouts, como o Figma Make.